4 de outubro de 2013

ACM Neto e Jaques Wagner lutam por influência no PROS

 
 

A chegada do PROS como mais novo partido brasileiro naturalmente movimenta políticos insatisfeitos com seus rumos atuais e, além disto, também funciona como um termômetro da influência interna que líderes exercem no cenário estadual. Para aumentar a sua própria influência, dois dos maiores líderes baianos da política atual travam uma forte luta nos bastidores atualmente tendo como pano de fundo a nova legenda.
 
O alvo é a executiva estadual do partido e, na sua composição, ambos tentam “emplacar” o máximo de nomes possível. Na disputa, por enquanto, o demista leva vantagem e conseguiu fazer o presidente estadual do grupo: Maurício Trindade, atual secretário municipal de promoção social e combate à pobreza. No comando do partido, Trindade deverá tentar se reeleger deputado federal.
 
Trindade se fixou no cargo especialmente porque o interesse do grupo petista no PROS arrefeceu recentemente. Quando houve a confirmação de que a sigla vingaria, rapidamente o governo se escalou para ocupar os cargos mais importantes e o cogitado para se filiar ao partido e tentar as eleições foi o atual secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro.
 
Entretanto, após uma série de avaliações internas, os wagneristas voltaram atrás e resolveram não colocar Monteiro no partido. Porém, para as eleições futuras a possibilidade não está descartada e, durante o meio-tempo, o PROS continuará a ser um grupo de influência predominante do DEM, recém-fortalecido no estado.
 
Proibição – O único problema atual de Trindade é a obrigação – baixada por ACM Neto – de que dirigentes partidários não poderão participar da administração municipal na capital. Sabendo disso, o presidente do PROS tomou uma decisão e irá se licenciar do cargo para permanecer na gestão, de forma que nomeará um substituto que, inapelavelmente, será apenas um presidente figurativo. 
 
A licença foi confirmada pelo prefeito, que não abriu mão de flexibilizar a própria regra para acomodar o aliado de primeiro horário. Outro que teve o mesmo destino foi o secretário municipal da Cidade Sustentável, Ivanílson Gomes. Este era dirigente estadual do PV e passou seu cargo para o ex-deputado federal Edson Duarte, que também já mandou o cargo adiante.

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