2 de fevereiro de 2016

SE EM 2011 NÃO DEU CERTO, IMAGINE AGORA!

Matéria do Correio da Bahia foi noticia em nosso blog em 08/06/2011

Bandidos impedem que agentes façam prevenção da dengue em bairros

28/06/2012

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria estadual de Saúde (Sesab), Maria Aparecida Araújo, chega a atribuir ao tráfico  e a criminalidade a maior barreira para a eficácia da prevenção.
“[...] O tráfico não deixa o agente de endemias entrar em alguns locais. Barram mesmo”, diz.
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Havia dois dias que o agente de endemias José* tinha começado a atuar em São Marcos quando foi abordado por quatro homens armados. Fizeram questão de mostrar as armas e queriam saber o que eu estava fazendo ali.
 Lúcio*, 32, é agente há quatro anos e por pouco não morreu enquanto trabalhava no Alto do Peru. “Um traficante achou que era informante da polícia e atirou. Por sorte a arma não disparou por algum problema e consegui fugir”, relata.
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Mutirões só depois de negociações com liderança
“Em Tancredo Neves, Fazenda Coutos, Curuzu e Periperi foi preciso acordar senhas, palavras para os agentes da Sesab, Flem e CCZ pudessem realizar esse mutirão. Em Tancredo Neves, as lideranças proibiram a entrada da polícia e nós concordamos porque nosso principal objetivo é a saúde”, diz a coordenadora do Grupo  de Trabalho da Flem, Cristina Motta.


Lais Vita | Redação CORREIO 09/06/2011
lais.vita@redebahia.com.br

O medo se tornou comum entre os Agentes de Combate a Endemias (ACE) que atuam diariamente em bairros perigosos da capital. Além de Tancredo Neves - onde os funcionários da prefeitura receberam ameaças de traficantes após fazer um mutirão junto com o Exército, em abril - os agentes relatam ameaças também em Mata Escura, São Caetano, IAPI, Alto do Peru, São Cristóvão, Sete de Abril, Engenho Velho da Federação, Liberdade e Periperi.

“Com o boato de que a nova Base Comunitária de Segurança será instalada no mesmo bairro em que os militares trabalharam (Tancredo Neves), os traficantes começaram a achar que nós estávamos levando eles pra conhecer as ‘bocadas’ e mapear o bairro. Pensam que somos olheiros da polícia”, explicou um agente que não quis se identificar, durante manifestação na Praça Municipal. 

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