14 de fevereiro de 2016

INFORME AOS AGENTES DE SAÚDE DE SALVADOR


Em face dos últimos acontecimentos que assolam nossa categoria, a AACES - Associação dos Agentes Comunitários e Endemias de Salvador vem esclarecer o que se segue:

Reiteramos nossa posição em defender que o agente de saúde não deve trabalhar nas baixadas ou áreas de risco em companhia de  militar, e o maior argumento que justifica isso é a vida do agente, que passaria a correr um risco a mais devido ao alto índice de violência estabelecido em nossa cidade, em nosso país, portanto orientamos os agentes de saúde que eles não são obrigados a se expor dessa forma. Todavia, não podemos nem devemos segurar ninguém pelo braço nem obriga-los a seguir nossa orientação, segue quem acredita que sua vida corre risco e quem acredita nesta entidade.
No que tange à alteração do horário de trabalho, não custa lembrar aos gestores e trabalhadores que os agentes já têm seu horário estabelecido e acordado junto à Secretaria de Saúde; acordo esse que tem exigido dos servidores um aumento na produção de imóveis trabalhados, e, qualquer alteração no horário desses trabalhadores  sem antes sentar com a representação da categoria, é arbritária, ditatorial, imoral e ilegal, uma vez que não tem nenhum comunicado prévio e esclarecedor do setor competente, alem de caracterizar QUEBRA DE ACORDO.  De modo que nenhum agente é obrigado a trabalhar além do seu horário tradicional, assim como trabalho aos sábados  deve ser remunerado, haja vista que algumas prefeituras estão bonificando os agentes pelo trabalho em dias anormais. Mas o que se vê aqui é proposta de remuneração pra uns enquanto que para agentes só falam em folga, folga e folga. Todavia, aceita quem quiser.

Entendemos que o país vive em um momento difícil em que todos os esforços são validos no combate ao vetor, entretanto chegamos a esse ponto pelo descaso das autoridades que, por sua vez, “querem cobrir um santo descobrindo o outro”.Os agentes de saúde não podem ter suas vidas colocadas em risco para os governantes, políticos e aproveitadores de plantão saírem na foto, governo esse que não valoriza os agentes de saúde. E o maior exemplo disso é a via-crúcis do piso nacional.
Todavia, se os governos não nos valorizam, temos que aprender a nos valorizar a nós mesmos e nos respeitar pra depois exigir respeito, e aí lamentamos pelos nossos colegas que pedem valorização, exigem uma posição da entidade representativa, entretanto são os primeiros a andarem na contramão aceitando ou cedendo as propostas indecorosas das chefias. (em alguns lugares são chamados de puxa-sacos).

Lamentamos por alguns supervisores e líderes gerais que, apesar de serem agentes de saúde, não se sentem nem agem como tal, não questionam o erro e trazem o “balaio de gato para os agentes” assumirem (verdadeiros leva e trás), só que “quem tem padrinho não morre pagão”, os agentes de saúde de Salvador têm a AACES, que por sua vez trava  luta e “devolve o balaio de gato deles”.

Ainda em relação aos supervisores e lideres gerais (não agravando a todos) dá desânimo saber que estamos lutando por uma gratificação e alguns que não merecem tambem serão beneficiados É triste saber que não num passado distante lutamos para livrar a categoria de maus supervisores e, pelo andar da carruagem, parece que a herança maligna ainda está infiltrada na cabeça de alguns. Resumindo, vamos ter que travar uma nova briga. Que seja.

Por fim ,essa é nossa orientação e os agentes de saúde não precisam entrar em discussão com ninguém basta seguir a rotina normal de trabalho, lembrando que ninguém é obrigado a trabalhar ao lado dos militares, assim como ninguém é obrigado cumprir outra escala de trabalho que não seja a nossa.
Qualquer situação adversa procure a sua associação e o seu sindicato. Um abraço a todos.

Direção da AACES


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