16 fevereiro 2016

ASSEDIO MORAL OU TERRORISMO PSICOLÓGICO?



É vergonhosamente lamentável quem em pleno seculo 21 anida existam pessoas que se sujeitem a tais praticas, mas, o fato é que estamos recebendo denuncias de que em alguns locais estão pedindo nome e matricula dos agentes que estão se recusando a trabalhar em parceria com um militar, como forma de intimidar, em outros locais estão querendo obrigar os agentes a fazer documento por escrito dizendo o porquê estão se recusando. Pois bem, tanto um como outro, caso esteja de fato acontecendo trata se de pratica de terrorismo psicológico, assedio moral, ou os dois, todavia, de forma alguma vamos permitir que a herança maligna volte a reinar em nosso meio. Do mesmo jeito que não tem nada escrito dizendo que somos obrigados a trabalhar com militares, também não somos obrigado a colocar por escrito nossa recusa, portanto, quem estiver praticando tais atos constrangedores e intimidatórios poderá responder criminalmente. Caso você sofra qualquer tipo de intimidação denuncie a sua Associação ou a seu sindicato que iremos entre outras providencias levar ao conhecimento do MPF e a Delegacia do Trabalho. Não assinem documento algum nesse sentido e DENUNCIEM.

VEJA O QUE É TERRORISMO PSICOLÓGICO:
Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica
de modo a incutir medo, terror, e assim obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas.

QUEM GOSTA DE PRATICAR ESSE ATO ABOMINÁVEL:
. É utilizado por uma grande gama de instituições como forma de alcançar seus objetivos, como organizações políticas ou políticos inescrupulosos que se aproveitam de um falso “poder” para usar as pessoas que lhes são “submissas” por um emprego por ele “arrumado, arranjado”, e, com isso, fica usando de artifícios ameaçadores para confundir o pensamento da vítima.

A Violência Psicológica no Trabalho ou Assédio Moral tem sido bastante comentada na sociedade, recentemente. Longe de ser um modismo, é, acima de tudo, uma perversidade direcionada contra um indivíduo praticada por um  ofensor (assediador) ou grupo de pessoas (mobizantes) com o escopo de destrui-lo psicologicamente até que o assediado (ofendido) perca sua total identidade como pessoa e se transforme num “mulambo humano”.

Chamado, também, de Terrorismo Psicológico, o Assédio Moral no Trabalho é definido como “qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento, atitude…) que atente, por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho”.[1]

15 fevereiro 2016

O que AACES diz que "é prá inglês ver", a Rede Globo chama de "Correria teatral"

Alexandre Garcia avalia mutirão contra a dengue: 'Correria teatral'


'Como sempre, a gente espera acontecer para reagir. É o prevenir depois', afirma Alexandre Garcia sobre a campanha feita pelo Governo Federal.


Ainda é muito impreciso o diagnóstico do vírus da zika. O que exige ainda mais da saúde pública. Agora, também se esperava mais do que só distribuição de panfletos na campanha contra a dengue.

“O mosquito cansou de avisar. Mas, em contrapartida, diminuíram as verbas públicas para evitar e tratar. Aí, a gente é surpreendido pelo vírus da zika, suspeito de causar microcefalia desde 2013. No sábado (13), fazem uma correria teatral para mostrar preocupação, depois de pouco termos feito; as águas paradas continuam por toda parte, lixo, falta saneamento. E como sempre, a gente espera acontecer para reagir. É o prevenir depois”, afirma Alexandre Garcia.

“O combate ao mosquito causador de doenças está no mesmo nível de importância que é atribuído na prática, não no discurso, à saúde pública”, conclui o jornalista.

G1

Zika avança pelo interior de SP e já atinge pelo menos 15 cidades


Zika avança pelo interior de SP e já atinge pelo menos 15 cidades
Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Depois de 800 casos suspeitos em Ribeirão Preto, o zika avança para outras cidades e espalha o medo no interior de São Paulo. Pelo menos 15 municípios, incluindo importantes polos regionais, já registraram casos suspeitos ou confirmados da doença. O vírus também alcança cidades do Vale do Paraíba e do oeste do Estado e pequenas localidades passaram a reportar suspeitas. Em Piracicaba, gestantes correm às unidades de saúde para fazer exames que detectam a microcefalia em bebês. A cidade já teve confirmado um caso de zika vírus em um grávida de 20 anos, mas o bebê está bem. Na quinta-feira, foi notificado o nascimento de uma criança com perímetro da cabeça inferior a 32 centímetros - indicativo da má-formação -, mas ainda sem associação com o vírus. Ao todo, 2.500 gestantes estão sendo monitoradas na rede pública em busca ativa de casos de gestantes infectadas - 12 apresentaram manchas vermelhas na pele e outras 8, sintomas menos suspeitos. "Sabíamos que o zika estava para chegar e, por isso, nos preparamos", disse o coordenador do Programa Municipal de Saúde da Criança, Rogério Antonio Tuon. O caso da gestante com o vírus, contraído na própria cidade, foi diagnosticado por meio desse controle das grávidas, um trabalho iniciado em 2009 para reduzir a mortalidade neonatal e que, em dezembro do ano passado, foi estendido ao zika vírus. De acordo com Tuon, mesmo as gestantes não inscritas na rede pública são contatadas pela equipe, por uma central telefônica. "Os funcionários são treinados para essa abordagem e fazem perguntas sobre os sintomas. Em caso positivo, iniciamos a investigação." A Secretaria Municipal de Saúde preparou um fluxograma para as gestantes que tiveram sintomas, como exantema - vermelhidão na pele -, em qualquer fase da gestação. Amostras são colhidas e, se algum exame der positivo, a mulher é encaminhada para o pré-natal de alto risco. Os recém-nascidos e crianças nascidas desde julho de 2015 também são monitorados. Na quinta (11), gestantes eram examinadas na unidade de saúde do bairro Cecap/Eldorado, onde a prefeitura e a empresa Oxitec desenvolvem o projeto do Aedes transgênico. Desde que o experimento foi iniciado, em abril de 2015, são soltos semanalmente 800 mil machos geneticamente modificados nas ruas. Os machos não picam as pessoas, mas ao copular com as fêmeas tornam sua prole inviável. De acordo com a prefeitura, a população de mosquitos foi reduzida em 82% no bairro. "Com a chegada do zika vírus, quem se incomodava com o Aedes transgênico agora já quer que solte mais", contou a agente de saúde Maria do Carmo Tonussi. O projeto será estendido a outras regiões da cidade.
Bahianotícias

14 fevereiro 2016

INFORME AOS AGENTES DE SAÚDE DE SALVADOR


Em face dos últimos acontecimentos que assolam nossa categoria, a AACES - Associação dos Agentes Comunitários e Endemias de Salvador vem esclarecer o que se segue:

Reiteramos nossa posição em defender que o agente de saúde não deve trabalhar nas baixadas ou áreas de risco em companhia de  militar, e o maior argumento que justifica isso é a vida do agente, que passaria a correr um risco a mais devido ao alto índice de violência estabelecido em nossa cidade, em nosso país, portanto orientamos os agentes de saúde que eles não são obrigados a se expor dessa forma. Todavia, não podemos nem devemos segurar ninguém pelo braço nem obriga-los a seguir nossa orientação, segue quem acredita que sua vida corre risco e quem acredita nesta entidade.
No que tange à alteração do horário de trabalho, não custa lembrar aos gestores e trabalhadores que os agentes já têm seu horário estabelecido e acordado junto à Secretaria de Saúde; acordo esse que tem exigido dos servidores um aumento na produção de imóveis trabalhados, e, qualquer alteração no horário desses trabalhadores  sem antes sentar com a representação da categoria, é arbritária, ditatorial, imoral e ilegal, uma vez que não tem nenhum comunicado prévio e esclarecedor do setor competente, alem de caracterizar QUEBRA DE ACORDO.  De modo que nenhum agente é obrigado a trabalhar além do seu horário tradicional, assim como trabalho aos sábados  deve ser remunerado, haja vista que algumas prefeituras estão bonificando os agentes pelo trabalho em dias anormais. Mas o que se vê aqui é proposta de remuneração pra uns enquanto que para agentes só falam em folga, folga e folga. Todavia, aceita quem quiser.

Entendemos que o país vive em um momento difícil em que todos os esforços são validos no combate ao vetor, entretanto chegamos a esse ponto pelo descaso das autoridades que, por sua vez, “querem cobrir um santo descobrindo o outro”.Os agentes de saúde não podem ter suas vidas colocadas em risco para os governantes, políticos e aproveitadores de plantão saírem na foto, governo esse que não valoriza os agentes de saúde. E o maior exemplo disso é a via-crúcis do piso nacional.
Todavia, se os governos não nos valorizam, temos que aprender a nos valorizar a nós mesmos e nos respeitar pra depois exigir respeito, e aí lamentamos pelos nossos colegas que pedem valorização, exigem uma posição da entidade representativa, entretanto são os primeiros a andarem na contramão aceitando ou cedendo as propostas indecorosas das chefias. (em alguns lugares são chamados de puxa-sacos).

Lamentamos por alguns supervisores e líderes gerais que, apesar de serem agentes de saúde, não se sentem nem agem como tal, não questionam o erro e trazem o “balaio de gato para os agentes” assumirem (verdadeiros leva e trás), só que “quem tem padrinho não morre pagão”, os agentes de saúde de Salvador têm a AACES, que por sua vez trava  luta e “devolve o balaio de gato deles”.

Ainda em relação aos supervisores e lideres gerais (não agravando a todos) dá desânimo saber que estamos lutando por uma gratificação e alguns que não merecem tambem serão beneficiados É triste saber que não num passado distante lutamos para livrar a categoria de maus supervisores e, pelo andar da carruagem, parece que a herança maligna ainda está infiltrada na cabeça de alguns. Resumindo, vamos ter que travar uma nova briga. Que seja.

Por fim ,essa é nossa orientação e os agentes de saúde não precisam entrar em discussão com ninguém basta seguir a rotina normal de trabalho, lembrando que ninguém é obrigado a trabalhar ao lado dos militares, assim como ninguém é obrigado cumprir outra escala de trabalho que não seja a nossa.
Qualquer situação adversa procure a sua associação e o seu sindicato. Um abraço a todos.

Direção da AACES


A VOZ DOS AGENTES DE SAÚDE EM SALVADOR

Pouco antes do carnaval, os diretores da AACES e do Sindseps Enadio careca e Cleber Mascarenhas foram entrevistados na Rádio Nova Salvador onde saíram em defesa da hora extra para o agente de saúde, abertura de concurso público e contra a parceria dos agentes com os militares nas baixadas, uma vez que esse método pode trazer risco para os trabalhadores.


Presença de militares nas baixadas pode trazer risco para os agentes de saúde

AACES esteve recentemente no subúrbio ferroviário protestando contra essa atitude insana dos gestores em colocar um agente trabalhando ao lado de um militar, o curioso que ate agora não apareceu ninguém para assumir a responsabilidade. Ouça o áudio e "veja" o que a TV não mostrou.
É valido todo o apoio na luta contra o mosquito, entretanto devido ao alto índice da violência a presença de um militar ao lado de um agente de saúde nas comunidades pode colocar ambas as vidas em risco.

13 fevereiro 2016

Larvicida sob suspeita passou por aprovação na OMS, diz ministério

Pronunciamento é uma reação a artigo em que médicos argentinos relacionam evidências de que pesticida usado contra mosquito poderia estar associado à microcefalia

Em nota divulgada neste sábado, o Ministério da Saúde afirmou que o larvicida Pyriproxyfen passou por uma minuciosa avaliação de organismos internacionais antes de ser utilizado no país  no combate ao Aedes aegypti. O pronunciamento é uma reação à divulgação de artigo de médicos argentinos relacionando evidências de que o pesticida poderia estar associado a microcefalia. Para o governo federal, a relação entre o produto e a má-formação em recém-nascidos carece de "embasamento científico". 
"O Ministério da Saúde somente utiliza larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os produtos passam por um rigoroso processo de avaliação da World Health Organization Pesticed Evaluation Scheme (WHOPES). O Pyriproxifen está entre os produtos aprovados por esse comitê e também possui certificação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que avalia a segurança do larvicida no Brasil", afirma o texto, que ressalta ainda o registro de casos de microcefalia em regiões onde não houve o uso do pesticida.
Diante da dúvida, o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo, determinou nesta manhã a suspensão temporária do uso do produto em reservatórios de água potável no Rio Grande do Sul.
– Até que provem ao contrário e que se tenha uma manifestação de que é seguro, não vamos mais usar – afirmou o secretário nesta manhã.
O Ministério da Saúde não contestou a decisão gaúcha. De acordo com a nota, o Estado tem autonomia para utilizar o produto distribuído pelo governo federal ou adotar estratégias alternativas. O órgão reforçou que o Pyriproxyfen só é utilizado em situações especiais, "onde há a necessidade de armazenamento de água e os depósitos não podem ser protegidos fisicamente".
Em relatório divulgado nesta semana, a organização argentina Physicians in the Crop-Sprayed Towns afirma as má-formações detectadas em bebês de grávidas que vivem em áreas onde passou a ser utilizado o Pyriproxyfen na água potável "não são uma coincidência". A crítica vai além: "O Ministério da Saúde (do Brasil)coloca a culpa diretamente sobre o vírus zika, ignora sua responsabilidade e descarta a hipótese de danos químicos cumulativos no sistema endócrino e imunológico causados à população afetada".
A seguir, leia a nota do Ministério da Saúde na íntegra:
Não existe nenhum estudo epidemiológico que comprove a associação do uso de pyriproxifen e a microcefalia. O Ministério da Saúde somente utiliza larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os produtos passam por um rigoroso processo de avaliação da World Health Organization Pesticed Evaluation Scheme (WHOPES). O pyriproxifen está entre os produtos aprovados por esse comitê e também possui certificação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que avalia a segurança do larvicida no Brasil. 

Ao contrário da relação entre o vírus Zika e a microcefalia, que já teve sua confirmação atestada em exames que apontaram a presença do vírus em amostras de sangue, tecidos e no líquido amniótico, a associação entre o uso de pyriproxifen e a microcefalia não possui nenhum embasamento científico. 
É importante destacar que algumas localidades que não utilizam o pyriproxifen também tiveram casos de microcefalia notificados. A Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS), como autoridade de saúde local, tem autonomia para utilizar o produto adquirido e distribuído pelo Ministério da Saúde ou desenvolver estratégias alternativas. Cabe ressaltar que o Ministério da Saúde somente recomenda a utilização de larvicidas em situações especiais, onde há necessidade de armazenamento de água e os depósitos não podem ser protegidos fisicamente. 
É importante lembrar que para erradicar o Aedes aegypti e todos os seus possíveis criadouros, é necessária a adoção de uma rotina com medidas simples para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são o suficiente para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem ser os vilões e servir de criadouros para as larvas do mosquito. Outras iniciativas de proteção individual também podem complementar a prevenção das doenças, como o uso de repelentes e inseticidas para o ambiente.
 jornal Zero Hora

RS suspende uso de larvicida por suspeita de relação com microcefalia

Secretário de Saúde suspendeu o uso do larvicida Pyriproxyfen no estado.
Segundo ele, mesmo sem confirmação, 'não podemos correr esse risco'.

Secretário de Saúde do RS João Gabbardo durante mobilização contra zika em Porto Alegre (Foto: SES/Divulgação)
Secretário de Saúde do RS João Gabbardo durante mobilização contra zika em Porto Alegre (Foto: SES/Divulgação)
O Secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, afirmou, neste sábado (13) em Porto Alegre que suspendeu o uso do larvicida Pyriproxyfen no estado após ter notícias de que a substância poderia ter relação com casos de microcefalia.
O larvicida é utilizado na água para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, sendo aplicado em caixas d´água e em outros pontos de concentração de água parada, conforme medida adotada pelo Ministério da Saúde. No entanto um grupo de médicos da Argentina e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) questionam se o medicamento não teria relação com os casos de microcefalia.
O secretário afirmou que mesmo sem comprovação de que a substância possa ter alguma relação com casos de microcefalia, determinou que não seja usada no estado. "Mesmo que ainda não haja confirmação, só a suspeita nos fez decidir pela suspensão do uso, não podemos correr esse risco", disse Gabbardo.
Em dezembro de 2015 foi confirmado o primeiro caso de microcefalia ligado ao vírus zika no Rio Grande do Sul. A criança tem cerca de seis meses idade e nasceu na cidade de Esteio, na Região Metrolitana de Porto Alegre.  A mãe esteve em Pernambuco no início da gestação, estado do Nordeste com o maior número de casos de microcefalia ligados ao zika vírus.
Na cidade de Salvador, na Bahia, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, decartou a possibilidade levantada pelos médicos sobre o uso do larvicida em água consumida pela população, afirmando que se trata de boato.
"Isso é um boato. Isso é desprovido de qualquer logica e sentido. Não tem nenhum fundamento. O nosso é aprovado pela Anvisa e usado no mundo inteiro. Pyriproxyfen é reconhecido por todas as agências de regulação do mundo inteiro", disse.
Fonte G1

Pyriproxyfen é apontado por cientistas argentinos como causa da microcefalia



Diario de Pernambuco
DENUNCIA

Componente químico de larvicida indicado pelo Ministério da Saúde brasileiro contra o Aedes pode ter relação com a má-formação
Publicado em: 12/02/2016 23:55 Atualizado em: 13/02/2016 11:08

Pesquisadores argentinos divulgaram nesta semana, através de relatório, argumentos que chamam a atenção para a suspeita de que um componente químico conhecido como Pyriproxyfen, de larvicida utilizado na água e recomendado pelo Ministério da Saúde brasileiro para combater o Aedes aegypti, pode ter relação direta com a microcefalia, segundo informa o jornal Zero Hora. 

O larvicida é produzido pela Sumitomo Chemical, um "parceiro estratégico" da multinacional Monsanto, sediada nos EUA. Ele é utilizado em tanques de água potável desde 2014 no Brasil, em regiões com saneamento básico carente, como no Nordeste, região de maior incidência de microcefalia.

O Pyriproxyfen passou a ser utilizado depois que o larvicida anterior, Temephos, se mostrou ineficiente contra o mosquito.

Os cientistas argentinos, no relatório, questionam o porquê de outras epidemias de zika ao redor do mundo não terem sido associadas a problemas congênitos em recém-nascidos. Outro argumento sobre as suspeitas existe outro fator além do zika vírus em relação à microcefalia é que na Colômbia, vice-colocado no ranking de infectados, três mil grávidas foram contaminadas, mas nenhum caso de microcefalia relacionada à doença foi registrado.

"Não é coincidência", diz o relatório sobre as má-formações encontradas em recém-nascidos de grávidas que moram em locais onde o Pyriproxyfen passou a ser utilizado na água.

Até as 23h59 desta sexta-feira, o Ministério da Saúde ainda não havia dado uma resposta sobre o questionamento do Zero Hora em relação à denúncia.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2016/02/12/interna_brasil,626798/pyriproxyfen-e-apontado-por-cientistas-argentinos-como-causa-da-microc.shtml#.Vr7f5NSSyl0.facebook 

Prefeito de Retirolândia denuncia falta de larvicida para combater Aedes: ‘usamos piabas’


Prefeito de Retirolândia denuncia falta de larvicida para combater Aedes: ‘usamos piabas’
Foto: Reprodução / Facebook
O prefeito de Retirolândia, André Martins, denunciou em sua página no Facebook nesta quinta-feira (11) a falta de produto para o combate de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, da febre chikungunya e dengue na cidade. Segundo o gestor do município localizado na região do Sisal, mesmo com o surto da tríplice epidemia na região, a cidade está há mais de 60 dias sem receber o larvicida, por causa do que ele classificou como “descaso e irresponsabilidade” dos governos federal e estadual. “Assim, temos 23 agentes de saúde visitando as casas sem o produto para combater o mosquito. Semana passada entregaram 2 Kg, 20 pacotinhos deste: não pudemos nem dar 1 a cada agente de saúde. Cada pacotinho desses dá para visitar 7 ou 8 residências. Depois de mais de 60 dias o produto que chegou não durou nem 1 dia!”, desabafou na postagem. Com a falta do produto, a prefeitura recorreu a uma medida drástica para tentar minimizar os efeitos da ausência do larvicida. “Neste período de falta recorremos as piabas, isso mesmo: funcionários pescavam piabas e as soltavam nas cisternas infectadas!”, ressaltou. Ainda de acordo com o prefeito, não há previsão para chegada de novas remessas do produto no município. 

Bahianotícias

12 fevereiro 2016

Casos de dengue no Brasil crescem 48% em 2016

BRASÍLIA — O Brasil começou 2016 com um aumento do número de casos de dengue na comparação com 2015, ano que já tinha batido recordes da doença. Nas três primeiras semanas deste ano, foram registrados 73.872 casos no país, um crescimento de 48,2% em relação às 49.857 notificações do mesmo período de 2015. O número de casos graves e mortes, por outro lado, diminuiu. Os dados são de boletim do Ministério da Saúde.
Nas três primeiras semanas, foram confirmados nove casos de dengue grave, 137 de dengue com sinais de alarme, e quatro óbitos. No mesmo período de 2015, tinham sido confirmados 80 casos de dengue grave, 542 de dengue com sinais de alarme, e 50 mortes. Este ano, foram dois óbitos no Paraná, um em Rondônia e um em Mato Grosso do Sul.
Por estado, o maior número de casos este ano foi em Minas Gerais: 19.469, contra 2.977 no mesmo período do ano passado. Em seguida vem São Paulo, com 18.178 notificações, mas nesse caso o número é menor do que os 24.330 casos nas três primeiras semanas de 2015. São Paulo foi o estado com maior número de casos no ano passado.
Quando se leva em conta a população do estado, Mato Grosso do Sul tem a maior incidência: 114,8 casos por 100 mil habitantes. Em seguida vêm Tocantins (103), Espírito Santo (93,5) e Minas Gerais (93,3). Em 2015, as maiores incidências nesse período do ano eram no Acre e em Goiás.
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Todos Contra a Dengue

(1 Opiniões)
Aplicativo para conscientizar a população sobre os perigos da dengue, ensinando como tratar e prevenir que sua cas…
Entre os municípios com pelo menos 1 milhão de habitantes, Belo Horizonte tem a maior incidência de dengue: 193,7 casos por grupo de 100 mil pessoas. Em seguia, aparecem Campinas, Curitiba, Brasília e Recife.
Ribeirão Preto (SP) tem o pior índice entre as cidades com mais de 500 mil habitantes, com 338,9 casos por 100 mil pessoas. No grupo de cidades com 100 mil habitantes ou mais, Ubá (MG) é o destaque negativo: 608 casos por 100 mil pessoas. Nos municípios menores, com menos de 100 mil habitantes, Rancho Alegre (PR) tema maior incidência, com 3.609 casos por 100 mil pessoas.
O estado do Rio de Janeiro teve 3.992 casos nas três primeiras semanas de 2016, frente a 1.819 no mesmo período de 2015. A incidência da doença mais que dobrou: passou de 11 para 24,1 casos por 100 mil habitantes.
Em todo o país, das amostras analisadas, 94,1% foram de dengue tipo 1. Em seguida vêm o tipo 4 (4,8%), tipo 2 (0,7%) e tipo 3 (0,4%).
Até agora, 2015 foi o ano com o maior número de casos prováveis de dengue e de mortes em decorrência da doença: foram 1.649.008 e 863 respectivamente.
Agência O Globo

11 fevereiro 2016

Mais uma morte é registrada na Bahia por suspeita de microcefalia; estado soma 11 casos


Mais uma morte é registrada na Bahia por suspeita de microcefalia; estado soma 11 casos
Foto: Getty Images
A Bahia registrou mais uma morte por microcefalia, de acordo com boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), divulgado nesta quinta-feira (11). O 11º caso aconteceu no município de Presidente Tancredo Neves, na região do Baixo Sul baiano. Outras 10 mortes foram notificadas em Camaçari (1), Campo Formoso (1), Esplanada (1), Itabuna (1), Itapetinga (1), Olindina (1), Salvador (3) e Tanhaçu (1). Até a última terça (9), a Sesab registrou 701 casos de microcefalia, com perímetro cefálico menor ou igual a 32 centímetros, em 115 municípios. O maior número de casos está localizado em Salvador, 360, correspondendo a 51% do total.
Bahianotícias

10 fevereiro 2016

Parabéns ao diretor Josué

Nossas felicitações ao diretor Josué pela comemoração de mais um ano de vida. Que Deus o abençoe, companheiro, em todos os projetos de sua existência! Feliz aniversário!

Diretoria da Aaces.

09 fevereiro 2016

Agência europeia cria grupo para acelerar o desenvolvimento da vacina contra Zika


Agência europeia cria grupo para acelerar o desenvolvimento da vacina contra Zika
Foto: Venilton Kuchler/ ANPr
A Agência Europeia do Medicamento anunciou nesta segunda-feira (8) a criação de um grupo de peritos sobre o vírus Zika para acelerar o desenvolvimento de vacinas contra o vírus. "Não existe atualmente qualquer vacina ou tratamento capaz de proteger ou tratar a infeção pelo vírus, seja aprovado [pelas autoridades sanitárias] ou em fase de ensaios clínicos", informou em comunicado. O objetivo do grupo, segundo a Agência Brasil, é permitir a pesquisa de medicamentos contra o vírus Zika, por meio de pareceres sobre as questões científicas e regulamentares. A agência vai contatar as sociedades farmacêuticas que já começaram a trabalhar em tratamentos ou vacinas e rever todos os novos dados sobre o vírus para permitir uma reação rápida à crise de saúde pública. O Brasil atualmente é o país mais atingido pela epidemia de zika no mundo, com 1,5 milhão de infectados, seguindo-se a Colômbia, com 22.600 casos.
Bahianotícias

08 fevereiro 2016

Parabéns à diretora Valdilene

Nossas felicitações à diretora Valdilene pela passagem do seu aniversário. Longevidade, saúde, amor e dindim no seu bolso sejam o combustível da sua vida, Val. E que Deus abençoe abundantemente sua existência e os seus familiares. São os votos da Diretoria da Aaces.

Módulos de saúde do Carnaval registram aumento de atendimentos por traumas na face


Módulos de saúde do Carnaval registram aumento de atendimentos por traumas na face
Foto: Reprodução / Planeta Agora
Desde o início da folia, na última quarta-feira (3), os módulos assistenciais à saúde, instalados pela Prefeitura nos circuitos do Carnaval receberam 188 vítimas para atendimento de cirurgiões bucomaxilofacial. Se comparado com o mesmo período do ano passado quando foram contabilizados 78 atendimentos, o número cresceu 141%. O módulo Farol da Barra foi líder de ocorrências com 42 intervenções seguido do Shopping Barra com 28, Montanha com 23 e, por último, o módulo da Sabino Silva com 20 atendimentos.  "Tivemos um dia a mais de festa, o que pode estar relacionado com este aumento de casos. Mas, o que de fato tem nos surpreendido é o crescimento dos episódios de violência, sobretudo os casos de agressões físicas e por arma branca, que têm encabeçado os registros de atendimento nos circuitos", declarou o secretário municipal da pasta, José Antonio Rodrigues Alves, durante coletiva realizada na manhã deste sábado (6), na Sala de Imprensa. Com 210 ocorrências, as agressões físicas representam as principais causas de atendimento. Atrás, vem os casos de intoxicação alcoólica com 172, cefaléia com 110, dor nos membros inferiores com 103 e agressão por arma branca com 93 atendimentos. Sessenta e seis por cento deles foram realizados nos postos do circuito Dodô enquanto 31% ocorreram no Campo Grande.
Bahianotícias

06 fevereiro 2016

Tonga anuncia epidemia de zika vírus no arquipélago; 265 casos sob suspeita


Tonga anuncia epidemia de zika vírus no arquipélago; 265 casos sob suspeita
Foto: Reprodução
O arquipélago Tonga, situado no Pacífico Sul, declarou que o país vive uma epidemia de zika em seu território, após a confirmação de contaminação de duas pessoas. Há suspeita que 265 pessoas estejam infectadas. O ministro da Saúde de Tonga, Saia Piukala, declarou nesta sexta-feira (5) que três cidadãos do país que vivem na Nova Zelândia e que retornaram a seus lares após terem passado férias no arquipélago do Pacífico Sul testaram positivo nos exames para detectar o vírus. O governo de Tonga iniciou uma operação para erradicar os focos de reprodução dos mosquitos aedes aegypti e ordenou o fechamento de todas as escolas durante um dia para lançar fumacê nas mesmas. O zika vírus já foi detectado em 25 países do continente americano. A Organização Mundial da Saúde já declarou emergência de saúde pública de alcance internacional para os casos de microcefalia e de desordens neurológicas aparecidos no Brasil e sua possível relação com o zika vírus, que ainda não foi confirmada.

05 fevereiro 2016

OS RISCOS QUE CORREMOS É NOTICIA PELO MUNDO! (Só o governo brasileiro não quer ver)

O Jornal EL PARIS da Espanha (que leva informação a mais de 200 países) divulga matéria sobre a epidemia de microcefalia no Brasil onde fala dos riscos que o agente de saúde enfrenta para exercer suas atividades.

Percebam que na matéria é admitida a possibilidade dos militares sofrerem um ataque nas baixadas, agora, imaginem o agente de saúde em companhia de um militar.

"NÃO SOMOS CONTRA O TRABALHO DAS FORÇAS ARMADAS NO COMBATE AO MOSQUITO, O QUE NÃO CONCORDAMOS É UM CIVIL TRABALHANDO ACOMPANHADO DE UM MILITAR, A SEGURANÇA DOS AGENTES EM PRIMEIRO LUGAR". Enádio Careca

04 fevereiro 2016

No carnaval, brinque com segurança: use camisinha!


Carnaval é sinônimo de diversão e alegria. Por isso, ao acabar a festa, não fique sem graça. Se for brincar, brinque com segurança! Use camisinha e dê um basta à Aids.

03 fevereiro 2016

Grupo de Mobilização faz Pré-carnaval contra Dengue, Zika e Chigungunya no Farol da Barra

No último dia 1o. de fevereiro, agentes de saúde do Grupo de Mobilização do Distrito Sanitário Barra/Rio Vermelho realizaram o Pré-Carnaval contra Dengue, Zika e Chigungunya no Farol da Barra. A atividade tinha como objetivo chamar a atenção das pessoas sobre o combate ao Aedes egypti, vetor responsável pela transmissão dessas doenças. Trata-se, portanto, de uma ação preventiva e conscientizadora de significativo impacto sobre a saúde dos cidadãos da capital baiana.











Estado norte-americano do Texas oficializa 1o. caso de transmissão sexual de Zika vírus

Estado norte-americano do Texas oficializa 1º caso de transmissão sexual de Zika vírus
Foto: Reprodução / Getty Images
Autoridades de saúde do estado norte-americano do Texas relataram nessa na terça-feira (2) o primeiro caso de transmissão sexual de Zika vírus, de acordo com a agência de notícias francesa AFP. "Dallas County Saúde e Serviços Humanos recebeu a confirmação dos Centros de Controle e prevenção de Doenças (CDC, na sigla original) do primeiro quadro de Zika adquirido através da transmissão sexual no condado de Dallas em 2016", afirma o órgão em comunicado. Ainda de acordo com o texto, o paciente teria sido infectado após ter contato intimo com uma pessoa doente que voltou recentemente de um país não divulgado, onde o vírus está presente.
Bahianotícias

02 fevereiro 2016

SEGURANÇA INSEGURA

Mais uma vez o Ministério da Saúde sob o pretexto de intensificar o combate ao mosquito devastador que vem aterrorizando o país coloca os militares a disposição dos municípios para atuarem como apoio no combate ao vetor. Nada de mais se não estivessímos em uma das cidades mais violentes do mundo ou ainda, não fosse os riscos extras que os agentes de saúde podem correr ao adentrarem nas  comunidades acompanhados  por um militar. Em um país onde o trafico impera e a vida há muito já perdeu o seu valor,  nenhum traficante ficaria sossegado sabendo que o Exercito está em “sua área”, do mesmo modo que nenhum agente de saúde se sentirá seguro nas baixadas acompanhado de um militar durante o desenvolvimento do seu trabalho, o risco de ser visto como um “X9” é grande e na melhor das hipóteses o trafico vai dizer que o agente está levando policia prá sua área, e aí o “bicho pega”.
Não é necessário dizer mais nada, todavia os históricos de matérias nos jornais falam por si.

Lamentavelmente o Governo Federal, os Estados e Municípios querem tapar o sol com a peneira, buscam mão de obra 0800, quando na verdade deveriam investir  “de espírito e de verdade” nos programas de combate as endemias, pois,  é do conhecimento de todos que é necessário abrir concurso  (para regularizar o contingente para dar conta dos números de imóveis que crescem a cada dia enquanto o numero de agentes diminuem), aquisição de materiais de trabalho, capacitação dos agentes,  condições de trabalho e valorização dos profissionais, e não tem como falar em valorização  sem  citar o piso nacional que é a maior sacanagem que o governo federal e as prefeituras  vem fazendo com os agentes de saúde do Brasil, alias pra encurtar o papo a saga do Piso Nacional dos agentes de saúde  mostra o quanto  os governantes valorizam e levam a serio os agentes de saúde ou porque não dizer a saúde de um modo geral. 

SE EM 2011 NÃO DEU CERTO, IMAGINE AGORA!

Matéria do Correio da Bahia foi noticia em nosso blog em 08/06/2011

Bandidos impedem que agentes façam prevenção da dengue em bairros

28/06/2012

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria estadual de Saúde (Sesab), Maria Aparecida Araújo, chega a atribuir ao tráfico  e a criminalidade a maior barreira para a eficácia da prevenção.
“[...] O tráfico não deixa o agente de endemias entrar em alguns locais. Barram mesmo”, diz.
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Havia dois dias que o agente de endemias José* tinha começado a atuar em São Marcos quando foi abordado por quatro homens armados. Fizeram questão de mostrar as armas e queriam saber o que eu estava fazendo ali.
 Lúcio*, 32, é agente há quatro anos e por pouco não morreu enquanto trabalhava no Alto do Peru. “Um traficante achou que era informante da polícia e atirou. Por sorte a arma não disparou por algum problema e consegui fugir”, relata.
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Mutirões só depois de negociações com liderança
“Em Tancredo Neves, Fazenda Coutos, Curuzu e Periperi foi preciso acordar senhas, palavras para os agentes da Sesab, Flem e CCZ pudessem realizar esse mutirão. Em Tancredo Neves, as lideranças proibiram a entrada da polícia e nós concordamos porque nosso principal objetivo é a saúde”, diz a coordenadora do Grupo  de Trabalho da Flem, Cristina Motta.


Lais Vita | Redação CORREIO 09/06/2011
lais.vita@redebahia.com.br

O medo se tornou comum entre os Agentes de Combate a Endemias (ACE) que atuam diariamente em bairros perigosos da capital. Além de Tancredo Neves - onde os funcionários da prefeitura receberam ameaças de traficantes após fazer um mutirão junto com o Exército, em abril - os agentes relatam ameaças também em Mata Escura, São Caetano, IAPI, Alto do Peru, São Cristóvão, Sete de Abril, Engenho Velho da Federação, Liberdade e Periperi.

“Com o boato de que a nova Base Comunitária de Segurança será instalada no mesmo bairro em que os militares trabalharam (Tancredo Neves), os traficantes começaram a achar que nós estávamos levando eles pra conhecer as ‘bocadas’ e mapear o bairro. Pensam que somos olheiros da polícia”, explicou um agente que não quis se identificar, durante manifestação na Praça Municipal. 

01 fevereiro 2016

A Aaces é contra trabalho do Exército com ACEs em bairros populares





A Associação dos Agentes Comunitários e de Endemias de Salvador (Aaces) é radicalmente contra o trabalho do Exército com os agentes de combate às endemias (ACEs) em bairros populares. Isso porque essa estratégia coloca em risco a vida dos servidores, além de trazer sérias dificuldades para o desenvolvimento das futuras atividades dos ACEs quando o Exército não estiver mais envolvido com esse trabalho.
A Prefeitura de Salvador precisa ter consciência da realidade enfrentada por esses profissionais em bairros populares, antes de adotar medidas de combate ao Aedes aegypti que venham colocar em perigo a vida dos servidores. Desse modo a AACES vem orientar aos agentes no sentido de não trabalharem junto com os soldados do Exército, uma vez que isso traz insegurança para a integridade física dos trabalhadores. A instituição salienta ainda que não se opõe ao trabalho dos militares, desde que não seja feito com acompanhamento dos agentes de saúde.

Agentes de saúde poderão entrar à força em casas para combater Aedes

O governo publicou no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (1º) a Medida Provisória que determina ações para o combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a zika e a  chicungunya. A medida foi assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Saúde, Marcel Castro.
O texto permite que agentes de saúde possam forçar  a entrada em imóveis públicos ou particulares para destruir focos do mosquito, mesmo quando o dono não for localizado ou o local estiver abandonado.
Também está previsto na MP que os agentes de saúde poderão pedir ajuda a polícia quando julgarem necessário para entrar em algum local com suspeita de ter criadouros do Aedes.
Mobilização
Na sexta-feira (29), a presidente disse que se o país não se mobilizar, vai perder a "luta" contra o mosquito. Ela afirmou ainda que todos os setores da sociedade devem se envolver no combate ao Aedes, não só o governo.
"O que os governos responsáveis têm de fazer? O que os cidadãos têm de fazer? Temos de erradicar o criadouro do mosquito. Os governos, as igrejas, os times de futebol, os sindicatos, temos que eliminar a água parada", disse Dilma no último evento público do qual participou.
G1

Área de transmissão da dengue mais que quadruplica em 10 anos no Brasil


Área de transmissão da dengue mais que quadruplica em 10 anos no Brasil
Foto: Reprodução / Wikipedia
Em uma década, a área de transmissão da dengue no Brasil mais que quadruplicou, saltando de 1,5 milhão de km² para 6,9 milhões de km². Isso significa que há mosquitos espalhando dengue em todos esses lugares, o que aumenta o alerta sobre como pode se disseminar o zika nos próximos anos, vírus que usa o mesmo vetor da dengue. Do Brasil, a nova doença tem potencial para se espalhar para o mundo. Pesquisa publicada há uma semana no periódico de saúde The Lancet estimou o potencial de exportação da epidemia a partir do Brasil. Os pesquisadores, liderados por Oliver Brady, da Universidade de Oxford, mapearam os destinos finais de quase 10 milhões de pessoas que saíram do País para o exterior de aeroportos próximos de locais onde o zika foi transmitido: 65% tinham como destino as Américas, 27%, a Europa, e 5%, a Ásia. Eles então avaliaram nesses destinos onde há áreas propícias à transmissão do zika, considerando a presença de mosquitos do gênero Aedes. Concluíram que cerca de 60% da população de EUA, Itália e Argentina - alguns dos países com maior fluxo de turistas para o Brasil - vivem em áreas onde pode ocorrer transmissão sazonal da doença. E só nos Estados Unidos 22,7 milhões de pessoas residem em áreas passíveis de transmissão de zika o ano inteiro.
Bahianotícias