16 de abril de 2016

Após intensa batalha travada com o governo ACM Neto, servidores de Salvador encerram greve



Foram 30 dias de paralisação. Nesse período, os servidores municipais de Salvador realizaram várias mobilizações por toda cidade. Houve assembleias, caminhadas e protestos no único intuito de defender o direito dos trabalhadores ao reajuste salarial e à implantação do piso salarial nacional dos agentes de saúde. Não faltaram ameaças de policiais e da própria gestão quando reteve o salário dos trabalhadores como represália à participação na greve, como se a greve não fosse um direito constitucionalmente garantido a todo trabalhador.


Esforço vão, porque, onde abundavam ameaças superabundavam garra, coragem e persistência, tanto dos sindicalistas quanto dos funcionários públicos municipais que aderiram ao movimento paredista para enfrentar a intransigência do prefeito ACM Neto. Mesmo com recuo de muitos trabalhadores e o fechamento da Mesa de Negociação, a Associação dos Agentes Comunitários e de Endemias de Salvador (Aaces) e o Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), bem como as demais entidades de base, mantiveram-se firmes e motivados, uma vez que a reivindicação era justa e legal.


Talvez o momento mais delicado para toda a categoria foi quando começaram a sair as liminares que beneficiavam a gestão em detrimento dos grevistas. Ainda assim, os trabalhadores não se deixaram intimidar pela prefeitura e partiram para cima, para o tudo ou nada. Recuar nessa altura do campeonato traria efeitos nefastos para as futuras lutas. Pressão total e a gestão se viu obrigada a abrir a Mesa de Negociação.


O reajuste salarial e a implantação do piso salarial nacional dos agentes de saúde foram adiados, possivelmente devem ser rediscutidos no mês de maio. No entanto, o salário, ou melhor, parte do salário bloqueada já está nas contas dos servidores, e os dias paralisados serão abonados. Foi o objetivado? Com certeza, não! Mas, dentro das circunstâncias presentes, o que pôde ser alcançado.


O mais importante, porém,  foi o fato de todo movimento paredista ter  sido conduzido com responsabilidade, uma vez que a maior preocupação sindical, seja qual fosse o resultado final, era não produzir um resultado que pudesse prejudicar os servidores. Isso foi alcançado.



No momento, foi necessário dar uma pausa na luta, mas a batalha continua no mês de maio. Enfim, ficam os agradecimentos a todos os servidores que fizeram a luta juntos e decidiram juntos, tanto pela continuação da greve quanto pelo encerramento dela. Isso porque só existem associação e sindicato se existirem trabalhadores que neles confiem. A luta continua, companheiros!

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