15 de setembro de 2016

Mutirão recolhe pneus para eliminar criadouros do mosquito

Dez estados já aderiram à campanha nacional de recolhimento de pneus para combater focos 
do Aedes aegypti, transmissor da denque, chikunguya e Zika. Participação da população é fundamental
Os Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente, a Sala Nacional de Coordenação e Controle, em 
parceria com governos estaduais e municipais, promovem, até o final do ano, mutirões para 
recolher pneus guardados e descartados de forma inadequada. Até agora dez estados já aderiram 
à campanha e iniciaram as ações. O objetivo é reduzir possíveis focos do mosquito Aedes aegypti nos 
pneus que, quando expostos, podem acumular água parada e favorecer a proliferação do vetor 
transmissor da dengue, zika e chikungunya. O material, recolhido com a participação da população, 
vai para empresas de reciclagem ou para destinação adequada.
A ação está voltada aos imóveis próprios e comerciais, terrenos e pátios vazios. Isso porque 
a indústria já é obrigada por lei a recolher e reciclar seus produtos após a vida útil e, segundo 
dados de 2015, essa reciclagem atingiu 93,7% da meta estabelecida pelo Conselho Nacional 
do Meio Ambiente. Porém, ainda há descarte inadequado por parte dos consumidores, que 
não devolvem os pneus aos pontos de revenda e também por borracheiros autônomos, que 
abandonam os pneus sem valor comercial em locais impróprios.
Gestores municipais e estaduais cuidarão para que o material recolhido chegue aos pontos de 
coleta próprios ou da empresa parceira Reciclanip, criada por fabricantes de pneumáticos 
para dar destino adequado a seus produtos, segundo as normas do Conselho Nacional de 
Meio Ambiente. A campanha é voltada também para a população. Quem tem pneu usado 
guardado em casa, ou abandonado próximo a sua residência deve leva-lo aos pontos de coleta, 
contribuindo para um meio ambiente saudável e para combate ao mosquito.
“Queremos chamar a atenção da população para o perigo que o descarte inadequado de pneus 
podem trazer, não só para o meio ambiente, mas também para a saúde de todos. A aliança 
dos diversos entes federativos e das salas estaduais e municipais de coordenação e controle 
é importante no combate efetivo ao Aedes.”, enfatiza o Secretário-Executivo do Ministério da 
Saúde, Antônio Nardi.
ADESÃO - Dez estados já aderiram à mobilização e outros cinco participam com ações 
de descartes regulares, que ocorrerá de maneira distinta, respeitando as características de 
cada local. Em São Paulo, a mobilização envolve 344 municípios. Na Bahia, a Sala Estadual 
de Coordenação e Controle prevê coleta nos municípios de Brumado, Jequié e Guanabi, 
além de promover o recolhimento de pneus sem serventia estocados nos órgãos públicos do estado. 
Nessa semana a campanha chega a Teresina e Aracaju.
No estado do Pará, na região Norte, seis municípios concentrarão esforços no dia 19 de setembro 
para recolher o máximo de toneladas de pneus. “Com essa ampla mobilização queremos 
mostrar que o enfrentamento deve ser intensificado durante o período de baixa transmissão 
de dengue, chikungunya e zika, ele não pode ser sazonal. Estamos nos aproximando do período das 
chuvas e temos que continuar vigilantes para evitar os picos epidemiológicos que tivemos no verão 
passado”, finaliza Rodrigo Frutuoso, técnico do programa da dengue do Ministério da Saúde e 
membro da Sala Nacional.
MOBILIZAÇÃO - O Ministério da Saúde tem reunido esforços no combate ao Aedes aegypti
convocando o poder público e a população. O governo federal mobilizou todos os órgãos federais 
para atuar conjuntamente neste enfrentamento, além da participação dos governos estaduais e municipais. 
Neste ano, diversas ações foram organizadas em parceria com outros órgãos e entidades, como a mobilização 
que contou com 220 mil militares das Forças Armadas; a mobilização nas escolas, que marcou o início
 do ano letivo com instruções aos alunos de como prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes; além 
da faxina promovida pelo Governo Federal com servidores públicos, cujo objetivo foi inspecionar 
e eliminar possíveis focos do mosquito nos prédios públicos.
No quarto ciclo da campanha contra o vetor (entre maio e junho), as equipes de combate ao 
mosquito Aedes aegypti alcançaram 82,5% dos imóveis brasileiros. Foram 46,7 milhões de 
domicílios, prédios públicos, comerciais e industriais efetivamente vistoriados, além 
de 8,6 milhões de estabelecimentos que estavam fechados ou houve a recusa para acesso.
Em todo o país, as visitas aos imóveis contam com a participação permanente de 266,2 mil 
agentes comunitários de saúde e 49,2 mil agentes de controle de endemias, bem como com o 
apoio das Forças Armadas. Juntam-se, ainda, profissionais de equipes destacados pelos estados 
e municípios, como membros da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.
Fonte: Portal Saúde

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