7 de novembro de 2016

Estudo mostra, pela primeira vez, danos causados pelo cigarro no DNA humano

Estudo mostra, pela primeira vez, danos causados pelo cigarro no DNA humano
Foto: Divulgação
Uma pesquisa dos Estados Unidos mostra, pela primeira vez, os malefícios causados pelo fumo no DNA humano. Com base no estudo divulgado na última quinta-feira (3), na revista Science, os usuários de um maço de cigarros ao dia, em comparação com os não fumantes, têm a cada ano, 150 mutações a mais em cada célula do pulmão. A pesquisa é uma novidade para o assunto, já que detalha como o cigarro possibilita o desenvolvimento de câncer no pulmão. Segundo especialistas envolvidos no estudo, como Ludmil Alexandrov, do Laboratório Nacional de Los Alamos (Estados Unidos), a análise apresentada é a primeira a investigar, com mais profundidade, os prejuízos causados nas células do corpo humano pelo tabagismo. "Até agora, nós tínhamos um amplo volume de evidências epidemiológicas que ligavam o fumo ao câncer, mas agora podemos de fato observar e quantificar as alterações moleculares causadas pelo cigarro no DNA", disse Alexandrov. Para ele, os danos causadas pelo cigarro levam à formação de tumores por vários processos diferentes. "Fumar cigarros danifica o DNA em órgãos diretamente expostos à fumaça, além de acelerar o relógio celular que controla as mutações nas células, afetando assim órgãos direta e indiretamente expostos à fumaça", afirmou.
 
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