28 de março de 2018

Agentes de Combate as Endemias intensificam trabalho contra roedores em Salvador


Nos primeiros três meses de 2018, dezesseis localidades de Salvador já contaram com ações de combate a roedores, realizadas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). As investidas resultaram no registro de oito casos suspeitos de leptospirose, todos descartados após exames laboratoriais. As ações ocorrem por meio de bloqueios pontuais em áreas consideradas de risco.
Até o momento, o Programa Municipal de Controle da Leptospirose trabalha as ações do primeiro de três ciclos quadrimestrais. No Distrito Sanitário de Pau da Lima, a atuação direta acontece nos bairros de São Marcos, Pau da Lima, Castelo Branco, Sete de Abril, Canabrava, Vila Canária, Jardim Nova Esperança e Jardim Cajazeiras. No Distrito Sanitário Cabula/Beiru, os bairros que receberam maior atenção foram Tancredo Neves, Pernambués, Sussuarana, Arenoso, Mata Escura, São Gonçalo do Retiro, Narandiba e Saramandaia.
As próximas atividades vão ocorrer nos distritos sanitários de São Caetano, Subúrbio Ferroviário e Itapagipe, concluindo assim o Primeiro Ciclo. As demais ações, referentes aos 2º e 3° ciclos, terão início logo em seguida.
Apesar de não ser um órgão de prevenção de pragas, tendo atuação prioritária nas demandas de ordem epidemiológica, o CCZ realiza as ações de combate como auxiliar ao trabalho de prevenção de doenças, a partir de casos registrados em cada região. Para auxiliar no combate aos roedores, um plano de contingência municipal foi criado com base nos registros contabilizados em cada distrito sanitário, denominando de “áreas quentes” os bairros com grande incidência de casos de leptospirose. De acordo com os registros atuais, os distritos onde o trabalho de desratização é mais frequente são Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beiru, São Caetano/Valéria, Itapagipe e Pau da Lima.
Ação – A primeira medida de controle ocorre com uma avaliação ambiental nos locais de maior probabilidade de contaminação, como residência, local de trabalho e lazer do paciente com suspeita de leptospirose. A partir da descoberta de sinais como esconderijos e alimentos roídos, é realizado o bloqueio químico dos locais em três ações com intervalo de dez dias entre as aplicações.
“Para auxiliar nosso trabalho, a população precisa colaborar no combate aos ratos. As formas mais eficazes de se combater a proliferação dos roedores é restringir a oferta de alimento disponível para os animais, respeitando horário da coleta de lixo, não permitindo que a comida dos animais domésticos e de criação fique exposta de um dia para o outro, evitar acúmulo de lixo nas vias e não deixar esgotos abertos”, alerta a chefe do Setor de Informações do CCZ, Ana Galvão.

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