07 junho 2011

SECRETÁRIO SE REUNIU COM O SINDACS, PORQUE A AACES E O IV SEGMENTO FICARAM DE FORA ???????????????????????????????


O Secretário Municipal da Saúde, Gilberto José, se reuniu no final da tarde desta terça-feira (07) com representantes do SINDACS - Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Contentores das Doenças Endêmicas Epidemiológicas do Estado da Bahia, para debater a pauta de reivindicação do grupo.
Os profissionais, que estão com indicativo de greve, pedem o reconhecimento da legitimidade do Sindicato como representante dos agentes comunitários e de endemias, além da equiparação do salário das categorias ao valor do mínimo, que é de R$ 545,00. O Secretário Gilberto José afirmou estar sensível as reivindicações, mas considera precipitada a greve, uma vez que a mesa de negociação só será instalada às 11 horas desta quarta-feira, em reunião na SEPLAG.



 A AACES esclarece que não foi convidada para essa reunião e que não se responsabiliza pelo seu conteúdo, afinal teremos uma mobilização na Seplag amanhã e desconhecemos qualquer reunião marcada, e que só ficamos sabendo através do site da SMS. 

Começam as pré-conferências municipais de Saúde 2011



 Hoje 07/06 foi no distrito de brotas e conseguimos eleger 3 agentes de combate as endemias para  conselheiros distritais de saúde, veja a promação abaixo no link e participe.
pre_conferencia06


A Secretaria Municipal de Saúde, através da Assessoria de Gestão Participativa (AGEP), Comissão Organizadora da XI Conferência de Saúde de Salvador, Conselho Municipal de Saúde e Distritos Sanitários, realiza entre os dias 07 de junho a 05 de julho as pré-conferencias municipais de saúde. Nesta ocasião serão também eleitos os membros do Conselho Distrital de Saúde.

As Pré-conferências antecedem a Conferência Municipal e são realizadas nos doze Distritos Sanitários de Salvador. Elas tratam do mesmo tema da etapa municipal, estadual e nacional e servem para discutir e aprovar propostas prévias que contribuam com as políticas de saúde e que serão levadas, posteriormente, para discussão mais ampla durante a Conferência Municipal.

As Conferências são espaços destinados a analisar os avanços e retrocessos do SUS e a propor diretrizes para a formulação das políticas de saúde, e conta com a participação de representantes de diversos segmentos da sociedade.

Esse ano a Conferência Nacional acontece em 11, 12 e 13 de julho de 2011, em Brasília, com o tema “Todos usam o SUS. SUS na Seguridade Social. Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro”.

CALENDÁRIO:


Fonte: SMS

AMANHÃ VAMOS DIZER A PREFEITURA QUE R$510 É INCONSTITUCIONAL "VAMOS COMBATER A DENGUE, NÃO OS AGENTES"


A aprovação da paralisação no dia 08/06.

TODOS NA SEPLAG ÁS 9h



VAMOS COMBATER A DENGUE, NÃO OS AGENTES!
VAMOS COMBATER A DENGUE, NÃO OS AGENTES!
VAMOS COMBATER A DENGUE, NÃO OS AGENTES!
VAMOS COMBATER A DENGUE, NÃO OS AGENTES!


ATENÇÃO


A oficina de capacitação   esta mantida e não foi adiada, portanto amanhã
a partir das 08:00  as 17:00 na antiga cosam na ladeira dos aflitos haverá 
o curso, para aqueles que foram convocados pelo sorteio divulgado anteriormente.

EXERCITO DISPENSADO, P.A,s ABANDONADOS E OS AGENTES HUMILHADOS COM R$ 510, A PREFEITURA TEM QUE VALORIZAR SEUS AGENTES

Dengue: Prefeitura dispensa tropa de combate ao mosquito

Exército recebe comunicado na véspera de dois mutirões




Lais Vita | Redação CORREIO

Um quarto tipo de dengue surge e os novos Índices de Infestação Predial (IIP) mostram que todos os distritos sanitários da capital baiana apresentam alto risco de epidemia. Mas, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) diz intensificar o combate ao mosquito, resolveu dispensar soldados do Exército já treinados para colaborar nos mutirões.

Soldados posaram para foto antes do primeiro - e único - trabalho de apoio aos agentes, há dois meses
Segundo o coronel Cláudio Canelas, responsável pela Comunicação do Exército, depois de solicitação do governo do estado, 105 soldados foram treinados para a atividade, mas apenas 25 deles foram a campo e somente por um dia. “Pra gente houve o trabalho da preparação, na véspera dos dias de atividade, conforme combinado, mas a prefeitura disse que não precisava”, afirmou o coronel. 

Há dois meses, a prefeitura anunciou que as Forças Armadas iriam ajudar no combate à doença. Porém, depois de 25 homens atuarem no dia 5 de abril no bairro de Tancredo Neves, a mesma prefeitura decidiu dar um ‘meia-volta, volver’ na tropa e dispensar os outros 40 soldados que estavam programados para atuar no dia 26 de abril, na Mata Escura, e mais 40 preparados para colaborar no dia 17 de maio, em Sussuarana. 

Segundo Eliaci Costa, coordenadora municipal do programa de combate à dengue, não havia previsão de participação dos soldados no bairro de Sussuarana. “Em Mata Escura, eles foram dispensados devido a conflitos na região”, disse, sem dar mais detalhes.

PrecariedadePara piorar a situação, os Agentes de Combate a Endemias (ACE)   prometem entrar em greve amanhã. Segundo eles, as condições de trabalho para realizar as cerca de mil visitas mensais a domicílios são péssimas.

“Não temos condições de continuar dessa forma. Falta tudo”, afirma o coordenador do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Combates às Endemias (Sindacs), Lázaro Figueredo. “Ganhamos menos de um salário mínimo, sem direito a plano de saúde e trabalhamos em condições precárias”, disse. 

Recebendo um salário-base de R$ 510, os agentes denunciam também irregularidades no trabalho em campo. Eles afirmam que, enquanto faltam capas usadas na cobertura de tonéis e recipientes de água, 60 mil unidades do material foram doadas pelo estado ao município e permanecem estocadas em um galpão de Pirajá, devido à falta de estrutura para distribuí-las. “O município tem 25 kombis com apenas 35 litros de gasolina para utilizar por semana para cobrir toda a cidade. É  inviável”, afirma um agente.

A coordenadora Eliaci Costa afirmou que não faltam capas, e que elas estão sendo distribuídas com critérios bem definidos. “Esse material é distribuído de acordo com as necessidades de cada bairro e seguindo uma lógica traçada pelos imóveis no bairro”, afirmou. Segundo um agente, a grande dificuldade do trabalho está na falta de plano de ações mais eficazes. “Essa metodologia de trabalho foi desenvolvida em 1960. De lá pra cá, muita coisa mudou, principalmente o tamanho da população  e a violência. A prefeitura culpa a população, mas não educa e nem cria mecanismos para punir os responsáveis pela proliferação dos focos”, diz um agente. 

De acordo com Eliaci Costa, estão previstos de 10 a 12 mutirões de combate ao Aedes aegypti em junho, mas, com a greve dos agentes de saúde, 2.200 ACEs devem cruzar os braços, sendo que deste total, 1.600 estão direcionados às ações da dengue, o que vai diminuir a capacidade de trabalho no combate à doença. 

“Se houver greve, vamos rever nossas estratégias. Podemos trabalhar com os 200 agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e priorizar as áreas de risco”, diz.
 A AACES solicita dos agentes que tiverem fotos de P.A,s em condições precarias para enviar no e-mail aaces@hotmail.com para mudarmos essa realidade.


Fonte: Correio da Bahia.

06 junho 2011

Dengue: Jorge Solla desconhece troca do larvicida



Segundo a assessoria do órgão, essa troca não é recomendada em tempos de epidemia



Laís Vita | Redação CORREIO
Depois da justificativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de que a troca do larvicida de combate ao Aedes aegypti, determinada pelo Ministério da Saúde em outubro de 2009, havia sido feita somente este ano por ordem da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o secretário Jorge Solla não só afirmou desconhecer a informação como demonstrou não saber qualquer detalhe da determinação federal de mudança do larvicida.“Preciso me informar com as secretarias para saber exatamente o que aconteceu com essa coisa de mudança de veneno”.
Segundo a assessoria do órgão, essa troca não é recomendada em tempos de epidemia - como a que atingiu o município no fim de 2009 e início de 2010 - mas, a partir desse período, já poderia ser feita. Quanto aos rumores de que o mosquito Aedes Albopictus, transmissor da febre amarela, estaria também transmitindo dengue, a coordenadora do programa municipal de controle da dengue, Eliaci Costa, negou a suspeita. “Esse mosquito transmite a doença somente na Ásia. Não existe nenhum estudo que evidencie que o mesmo está acontecendo em toda a América”. Em tempos de descontrole da dengue - evidenciado pela duplicação do Índice de Infestação Predial (IIP) de Salvador, que passou de 3% para 6% de janeiro a maio - um antigo problema promete paralisar o combate ao mosquito em Salvador.
Os 1.600 Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da prefeitura anunciaram greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira. Com isso, será paralisado o combate à larva do mosquito em Salvador. A principal reivindicação da categoria é o reajuste retroativo do salário base.
A intenção das lideranças dos dois grupos é que todos cruzem os braços, já que a manutenção de 30% do efetivo previsto em lei é coberta por agentes pagos pelo Ministério da Saúde. “Esses ganham mais de R$ 3 mil e vão continuar”, disse um líder do movimento grevista em assembleia realizada ontem.
Fonte: Correio da Bahia.

Saiba como lidar com cada tipo de chefe no ambiente de trabalho




O chefe agressivo existe em muitas empresas. É aquele que fala alto, inclusive palavrões. "Um bom exemplo é o filme 'O diabo veste Prada'. A personagem Miranda já chega ao trabalho gritando com as pessoas", lembra Stefania Giannoni, especialista em desenvolvimento de pessoas. A especialista orienta a não bater de frente com este tipo de chefe. O melhor é conversar. "Dizer claramente: 'se estou errada, pode me corrigir, mas me sinto humilhada quando você grita comigo'".
Mal humorado
"Esse é o perfil mais difícil, porque ele acaba contaminando o meio ambiente", comenta Stefania. Neste caso a especialista diz que o melhor é esperar a hora certa para falar este tipo de chefe. "É bom conhecê-lo muito bem e saber o momento certo de se colocar, aproveitar os momentos que ele está de bom humor para conseguir as coisas, para dar a nossa opinião e quando ele estiver chateado, respeitar", completa a especialista.
Manipulador
Com este tipo de chefe é importante se posicionar. "Eu vou me colocar, dizer o que eu julgo que é correto, a forma que eu estou pensado e vou tentar sentir se há abertura, mas claro que a decisão é dele"
Centralizador
Normalmente este tipo de chefe quer fazer tudo e não dá autonomia aos funcionários.
Às vezes, até por medo de que as pessoas tenham um crescimento maior do que o dele, ele centraliza as atividades e decisões e não deixa as pessoas crescerem.
"Ganhe a confiança do chefe", alerta Stefania. "Procure saber o que ele valoriza. Como é que ele gostaria que tal atividade fosse feita? Ele vai se sentir mais confiante e consequentemente ele vai começar a delegar mais tarefas", afirma.
Sem limites
Ele só quer saber de trabalhar, chega às sete da manhã e trabalha até dez da noite. Sempre exige mais e a cada dia traz uma novidade. "É importante saber negociar, mostrar que você tem outras responsabilidades, como cuidar da família ou estudar", diz. Cada funcionário tem um nível de tolerância. "Tente estipular um limite. Por exemplo, 'vou ficar mais seis, oito meses na empresa, porque tenho um objetivo para alcançar lá dentro'", indica a especilista. Se o sinal fechou com o chefe, a relação está insuportável, é melhor começar a pensar numa nova oportunidade. "Sessenta e seis por cento das pessoas se desligam das organizações por causa dos chefes", declara Stefania.
Um bom exemplo acontece em uma empresa de tecnologia na área de finanças. Uma vez por ano é feita uma avaliação dos chefes e são os funcionários que dão esse retorno. Eles têm que responder a um questionário e dizer, por exemplo, se o chefe está sabendo se comunicar com os empregados, se ele está sendo profissional no relacionamento com esses funcionários, se está dividindo bem as tarefas e até se ele defende a equipe O chefe ideal é o chefe participativo. Ele ouve as pessoas, aceita sugestões, argumenta, se posiciona, mas ao mesmo tempo dá oportunidades. "No sucesso somos todos ganhadores e no fracasso e no erro, todos perdemos, toda equipe, toda a empresa perdeu", declara a especialista.
Fonte: A voz da Bahia.

JOÃO HENRIQUE COMENTA REEQUILÍBRIO DAS CONTAS DA PMS, É ENTÃO AGORA PODE DAR NOSSO AUMENTO, OU NÃO ?




No programa Bom dia Prefeito desta segunda-feira (06), João Henrique fala sobre as ações que estão repercutindo no reequilíbrio das contas municipais da Prefeitura de Salvador e o lançamento do Portal Transparência, que permite ao cidadão acompanhar através do site tudo o que a administração gasta e arrecada. O prefeito falou ainda sobre as obras de macrodrenagem, em curso na capital baiana, que colaboram para evitar alagamentos em diversas áreas de Salvador. Clique aqui para ouvir na íntegra!
Fonte: Bahia Noticias

CAVALO INVADE POSTO DE SAÚDE DA COCISA




Um cavalo invadiu uma unidade de saúde do bairro da Cocisa, no subúrbio de Salvador, inaugurada há pouco menos de dois anos. O passeio do animal pelo estacionamento do posto foi registrado em vídeo. Pelas imagens é possível notar algumas dos problemas enfrentados pela população que precisa recorrer à unidade para obter atendimento. As paredes carecem de pintura e não há regularidade na coleta do lixo, nem na capinação da área externa. A maior reclamação dos moradores da região, no entanto, é a falta de médicos no local. Informações do Subúrbio Notícias.
Fonte: Bahia Noticias.

05 junho 2011

NOTA DE FALECIMENTO



É com muita tristeza que informamos a perca da nossa colega JOSEFA MARIA DOS ANJOS na Quinta feira passada, a AACES deseja aos seus familiares toda força e coragem para superar, e dizer que se nossa fé não for além dos horizontes materiais, se Deus não significar a certeza de nossa vida que se eterniza, se a ressurreição do Cristo não for protótipo da nossa, qual será nossa esperança, qual será nosso consolo?
Precisamos da presença de um amigo que descubra, conosco novos horizontes para seus olhos cansados de chorar, para o coração inconformado com a perda de quem, a nosso ver, não deveria ter partido ainda. Sei que poucos dizem as palavras quando o sofrimento fala bem alto, porém que a sua fé realiza maravilhas e você está lembrando muito bem que sua vida continua. Portando todo sentimento profundo de amor e carinho a toda sua família.

04 junho 2011

JOÃO HENRIQUE FAZ AULA DE NATAÇÃO NO YACHT CLUB





Foto: Portal da Metrópole
Às vésperas do seu 52° aniversário, o prefeito João Henrique (PP) decidiu praticar esportes para manter-se com saúde e em forma. Segundo informou o jornalista Bob Fernandes, na Rádio Metrópole, João está fazendo aulas de natação no Yacht Club, na Marina, com direito a toda a indumentária relacionada à prática esportiva.
Fonte: Bahia Noticias

PISO NACIONAL JÁ

Abaixo-assinado PL 7495/2006 E EC 63 PISO SALARIAL DOS ACS E ACE JÁ, EU VOTO E INDICO



 *   *   *



precisa de confirmação de email

  Abaixo-assinado para solicitar maior apoio dos deputados e senadores no apoio pela aprovação do PISO SALARIAL NACIONAL DOS ACS E ACE, assine e divulgue.



SALVADOR DEVERIA SEGUIR O EXEMPLO DA CAPITAL DO PARÁ

Edital Belém Concurso Público

PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM/PA

PROCESSO SELETIVO N.º 01/2011 PARA PROVIMENTO E FORMAÇÃO DE CADASTRO RESERVA NOS EMPREGOS PÚBLICOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE-SESMA DE BELÉM/PA

EDITAL N.º 01/2011, DE 21 DE JANEIRO DE 2011

Fonte: Prefeitura de Belém

Emprego 09Agente de Combate de Endemias (ACE)
Síntese das AtividadesO Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças endêmicas
transmitidas por vetores e promoção da saúde, inclusive se for o caso, fazendo uso de substâncias químicas e adentrando em locais de difícil
acesso (terrenos baldios, depósitos suspensos, etc.), abrangendo atividades de execução dos programas de controle de endemias desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS.
Atuar no controle das endemias existentes no âmbito municipal;Visitar
residências, estabelecimentos comerciais, industriais, terrenos baldios e outros; Localizar, eliminar focos e criadouros de livre e difícil acesso; Fazer controle de vetores, realizando tratamento focal, perifocal e espacial que consiste na aplicação de larvicida e inseticida, utilizados no Programa municipal de controle das endemias; Fazer orientações sobre as endemias em todas as visitas, (Educação em saúde); Participar de reuniões, treinamentos e outras atividades inerentes à função.
Nível de EscolaridadeNível Fundamental
Requisito(s) para investidura no empregoCertificado de conclusão de curso de ensino Fundamental expedido por
instituição pública ou particular de ensino reconhecida por Órgão Oficial. Aproveitamento no Curso Introdutório de Formação Inicial e Continuada (a ser realizado pela Prefeitura Municipal de Belém aos candidatos aprovados e classificados)
Carga Horária40 horas semanais
Vencimento
R$ 1.039,60 (um mil, trinta e nove reais e sessenta centavos)

Caminhada de combate a Leptospirose no Lobato


Os agentes de combate a leptospirose na mobilização de educação popular em saúde, no distrito sanitário subúrbio ferroviário.

Dengue mata duas pessoas e infestação avança na capital baiana


As duas pessoas - uma mulher de 32 anos de Itapuã e um homem
de 25 anos do Cabula - morreram depois do dia 19 de abril. 

Preocupada com esta realidade a AACES apresenta uma mudança na estrategia de trabalho para ser implantado um projeto piloto no bairro do Calabar, onde vamos nos reunir na próxima terça-feira  07/06 na Cosam para acelerar o processo.




O Aedes aegypti, mosquito da dengue, voltou a figurar como vilão da saúde pública de Salvador. De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do Município, Cristiane Cardoso, até ontem,  foram registradas duas mortes por dengue.

Esse número já corresponde à metade de todos os casos de morte de 2010.  As duas pessoas - uma mulher de 32 anos de Itapuã e um homem de 25 anos do Cabula - morreram depois do dia 19 de abril. Os nomes, porém,  não foram divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). 

O último Índice de Infestação Predial (IIP) - que mede a porcentagem de imóveis que apresentam larvas do mosquito -, referente a maio, mostra  que os 12 distritos sanitários de Salvador estão acima do nível máximo recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 3,9% (veja mapa ao lado). Ou seja, todos com  risco de epidemia, de acordo com o IIP, que é produto do 2º Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2011.

E o mosquito este ano anda preferindo os bairros nobres -  a liderança da infestação está no Distrito Sanitário da Barra/Rio Vermelho. No total da cidade, o IIP dobrou e aumentou dos 3% registrados em janeiro deste ano para 6%, ou seja, a cada 100 imóveis da cidade seis têm focos.

Riqueza
Segundo a SMS, o distrito Barra/Rio Vermelho contribuiu com o crescimento da infestação na cidade, apresentando  o índice de 8% - mais alto que a média obtida na cidade e em regiões tipicamente problemáticas para a doença, como o distrito do Subúrbio Ferroviário, que desta vez ficou na vice-liderança, com IIP de 7,8%.

Para quem está em campo, esse dado reflete algumas das dificuldades encontradas pelos Agentes de Combate a Endemias (ACE), durante o trabalho de prevenção realizado pela cidade.?Enquanto  nos bairros mais pobres temos problemas para entrar nas casas porque, às vezes, as crianças são deixadas sozinhas, nos locais mais nobres normalmente os empregados não nos deixam entrar quando os patrões não estão em casa?, diz a agente Ana Carla Dávila.

A coordenadora do programa municipal de combate à dengue, Elaci Costa, argumenta que nos bairros mais ricos houve aumento de quantidade de focos em recipientes domésticos.?Notamos crescimento em vasos de plantas e outros reservatórios em imóveis desse distrito?.

Descaso
A aposentada Valdete Rosa,  75 anos, que mora no Parque Júlio César, na Pituba, área que compõe o distrito líder de infestação, admite que nunca deixa entrar os agentes de combate.?Eu fico sozinha o dia inteiro em casa, e meus filhos me pedem para não abrir a porta pra ninguém. Hoje em dia é muito perigoso?, afirma, enquanto mostra os vasos de planta limpos e com areia nos pratos.

Já a dona da casa Nádia Maciel, também moradora da Pituba, explica que a construção de um prédio ao lado fez com que a limpeza diária da piscina fosse inútil por conta da queda de resíduos.?Os agentes vieram e nos mandaram colocar uma tampinha de água sanitária por dia?, conta.

Explicação
Apesar do alto IIP, o número de casos confirmados de dengue ainda não está elevado. Foram 1.244 até o início de maio, redução de 26% com relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, como o índice mede a quantidade de larvas, se não houver combate aos focos há risco de as larvas virarem mosquitos e, consequentemente, haver avanço da doença, o que provocaria uma epidemia na cidade.?A infestação não significa que já há mosquitos voando. É preciso combater os focos para evitar que os mosquitos se desenvolvam e passem a transmitir a dengue?, esclarece Eliaci.
Ações de combate
Depois da divulgar o crescimento no Índice de Infestação Predial (IIP) na capital baiana, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promete intensificar o combate ao mosquito. A coordenadora Municipal de Combate à Dengue, Eliaci Costa, explica que?a lógica do trabalho vai continuar a mesma, com algumas adaptações?. Segundo ela, os mutirões de limpeza vão continuar.

?Vamos agregar bairros com os maiores índices de infestação, por exemplo, e realizar trabalhos específicos com a construção civil, que tem crescido consideravelmente na cidade e apresenta focos de criadouros?, afirma.
Segundo Eliaci, continuam em campo os 1.600 Agentes de Combate a Endemias (ACE), acompanhados de 40 homens da Marinha, 70 do Exército e 25 da Aeronáutica, que foram capacitados para o combate aos focos do mosquito.

?A visitação dos agentes a cada dois meses é muito importante para o combate e não pode deixar de acontecer em Salvador, que é uma cidade prioritária para o controle da dengue?. A coordenadora reafirmou também os riscos do infestação predial, apesar desse crescimento já ter sido esperado devido às chuvas,  ao aumento da oferta de depósitos.?Se num determinado bairro tem muita larva, então depois vai ter também muito mosquito. O que a população tem que fazer é se conscientizar e quebrar esse ciclo?, afirma.

Para Eliaci, a resistência das pessoas em atender os agentes, especialmente nos bairros nobres, também dificulta o combate e impede que as ações aconteçam da maneira mais adequada. Segundo a assessoria de comunicação da SMS, desde o início do ano, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou 22 mutirões de limpeza na cidade, em parceria com a Limpurb e a Sucop, para retirada de toneladas de lixo das ruas, propícios para proliferação de focos do mosquito, além da capinação e drenagem de terrenos baldios na cidade.

Fonte: Laís Vita e Jorge Gauthier | Redação CORREIO